sexta-feira, novembro 26, 2004

motivo --->> acção

Ora nem mais, que boa sequência.
Afinal o que é que nos leva à acção?
É o vento, é a chuva, é o frio, é o sol? São os outros, é a sociedade, é a maioria, é o ser do contra? É a etiqueta, são os preconceitos, é o parecer bem?
Poix, se calhar, muitas vezes, são muitas destas coisas.
Olha, eu cá também me deixo tocar muito por todas essas variáveis ambientais. Mas há qualquer coisa que nunca me falha e não me deixa a flutuar, qualquer coisa que está sempre a apontar numa direcção certa quer chouva ou faça sol.
Essa coisa é o motivo, o objectivo, o "para quê" da vidinha que eu tento ir vivendo, é aquela linhazinha que aponta no sentido ascendente e pela qual eu tento subir.
É daí mesmo que surge a motivação, e é ela que me permite ir aguentando os fardos que me caem em cima, os pesos que me poderiam deitar abaixo mas que muitas vezes não deitam porque eu me agarro a ela e me aguento.
Como disse um homem muito sábio e eu adaptei: "Quem tem um «para quê» suporta qualquer «como»".
E é assim mesmo, o facto de uma pessoa ter um chão firme onde pisa, uma corda segura que está a trepar, faz com que todas as perturbações a afectem cada vez menos e que a vulnerabilidade diminua consideravelmente.
Um apoio faz sempre falta!

quinta-feira, novembro 18, 2004

Mau! nem bom nem mau

Pois é...

Por falar em acontecimentos bons e acontecimentos maus veio-me logo uma coisa à ideia.
Que critérios é que usamos para classificar as coisas como boas ou más?
Eu cá estou profundamente convencido que não há coisas boas nem más; nem objectos, nem acontecimentos, nem situações...
Senão vejamos: uma faca é uma coisa boa ou má? Pode servir para cortar o pescoço e matar uma pessoa, mas também pode servir para salvar uma pessoa que está presa num novelo de cordas. E a reprovação num exame? Pode servir para entrar em desânimo, mas também pode servir para ganhar ânimo para não repetir o mesmo com outros exames. E em muitas coisas isto se verifica.
E estas tu a pensar: "isso é óbvio". Mas não é assim tão óbvio, e a prova é que temos muita dificuldade em olhar para muitas coisas deste modo.
Ou seja, as coisas em si não são boas nem más. A forma como nós as usamos ou o proveito que tiramos delas é que pode ser bom ou mau.
E isto é uma regra muito geral e muito útil para aprendermos a responsabilizarmo-nos pelas coisas em vez de nos fazermos de vítimas.
E isso é importante porque fazermo-nos de vítimas não nos leva a lado nenhum e desperdiça a fantástica capacidade que nós temos, em exclusivo, para sermos activos e não passivos.
E apercebo-me tanto mais de que isto não é óbvio quando aprecio a pessoa que me fez ver isto a classificar as coisas quando eu estou a ver muito bem que a classificação é relativa à nossa atitude.
Dá trabalho, mas realiza!

quinta-feira, novembro 11, 2004

Distinções...

Ora cá está, passado algum tempo, um novo post. A preguiça é um grande mal..

Mais uma vez vou dizer mal do nome do próprio blog.
É que há uma coisa que é frequentemente confundida e que leva a alguns equivocos.

A pergunta "porquê?" é sempre interessante mas tem um interesse um bocado limitado, permite-nos descobrir como é que as coisas acontecem ou como se justificam, mas esse conhecimento normalmente não nos leva muito longe, embora seja importante por uma questão de compreensão ou apenas de informação.

A pergunta "para quê?" é muito mais interessante e importante. Uma vez que é uma questão directa acerca do sentido pode assumir uma enorme importância. Quando colocamos esta questão estamos imediatamente a transpor a nossa atenção do passado para o futuro, ou seja, deixamos de querer saber apenas a explicação para os acontecimentos mas procuramos a razão pela qual eles acontecem. Se conseguirmos perceber sempre os objectivos dos acontecimentos (acreditando que existem) podemos deixar de olhar para eles por sectores divididos entre bons e maus. Porque na verdade a distinção que nós fazemos é apenas entre agradáveis e desagradaveis, porque bons todos são uma vez que nos induzem a atingir um objectivo.